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27/03/202609:2712 min de leitura
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Steel Ball Run: a obra que dividiu JoJo entre antes e depois

Depois de quinze anos esperando o anime, os fãs mais antigos de Steel Ball Run finalmente têm algo para mostrar ao resto do mundo. A corrida já começou. Quem entrou agora vai entender o que o fandom nunca parou de repetir: alguns mangás são bons. Steel Ball Run é daqueles que mudam o padrão do que você aceita depois.

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Em setembro de 1890, cavaleiros do mundo inteiro se reúnem nos Estados Unidos para competir no Steel Ball Run, uma corrida transcontinental de San Diego até Nova York com prêmio de 50 milhões de dólares. No centro dessa disputa: um ex-jóquei paraplégico sem perspectiva e um carrasco napolitano com duas bolas de aço no cinto. Parece absurdo. É absurdo. E, de alguma forma, é a história mais humana que Hirohiko Araki já escreveu.

Steel Ball Run é a Parte 7 de JoJo's Bizarre Adventure, e a que o fandom nunca parou de defender como a melhor delas. Antes de entrar nela, vale saber: embora a obra funcione como ponto de entrada independente, assistir as partes anteriores na ordem certa enriquece a experiência de formas que você só vai perceber depois. Se quiser esse mapa antes de partir, montamos um guia completo de como assistir JoJo's Bizarre Adventure em ordem. Mas se preferir pular direto para o deserto americano, também tudo bem.

O hype era absurdo. A entrega correspondeu.

⚠️ Atenção: A partir desse ponto você pode encontrar spoilers sobre esse e outros arcos de Jojo's Bizarre Adventure. Siga por sua conta e risco.

O que é Steel Ball Run, e por que funciona como ponto de entrada

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Steel Ball Run marca o início de uma nova continuidade, um universo completamente separado dos eventos das Partes 1 a 6. Isso significa que você não precisa ter assistido nada antes para entrar aqui, um fato que o próprio fandom às vezes esconde por orgulho, como se precisar de contexto fosse um rito de passagem obrigatório.

A escolha narrativa torna o anime um ponto de entrada ideal para novos espectadores, pois dispensa o conhecimento das seis partes anteriores. Não é um reboot preguiçoso do tipo "vamos só trocar os nomes". É uma reimaginação estrutural, com personagens que ecoam rostos conhecidos mas carregam histórias completamente diferentes.

A corrida, que atravessa os Estados Unidos de uma ponta a outra, funciona como estrutura narrativa brilhante. Uma corrida força movimento constante: novas cidades, novos territórios, novas ameaças, novas alianças. Araki usa essa estrutura como uma esteira de estranheza crescente, um estágio parece um western de sobrevivência, o seguinte parece um conto de terror, e o próximo parece um duelo-puzzle de Stands. Tudo ainda se sente como uma jornada única e contínua.

⚠️ Opinião polêmica: Steel Ball Run é tecnicamente a melhor obra de Araki, mas Stardust Crusaders ainda domina o imaginário coletivo porque chegou primeiro à TV. Injustiça histórica do meio.

O mangá que o fandom carregou por quinze anos

O mangá Steel Ball Run foi serializado primeiro na Weekly Shōnen Jump em 2004, mas migrou para a Ultra Jump em 2005, e foi nessa mudança que a obra encontrou seu tom. A Ultra Jump é uma revista mensal e seinen, voltada para leitores mais velhos. Capítulos mais longos, menos pressão semanal de cliffhanger, mais espaço para respirar. Araki afirmou abertamente que o novo formato lhe dava liberdade que a publicação semanal não permitia, ele podia desenhar no próprio ritmo, sem precisar construir impulso artificial para o próximo capítulo.

O resultado está na página. Steel Ball Run tem uma densidade narrativa que as partes anteriores raramente atingem. As batalhas de Stand são mais conceituais, os arcos de personagem mais longos, o uso de silêncio e paisagem mais deliberado. A publicação terminou em abril de 2011, com 95 capítulos reunidos em 24 volumes. Ficou treze anos sem adaptação animada, tempo suficiente para o fandom construir uma mitologia em cima da obra.

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Por décadas, leitores do mangá descreveram Steel Ball Run como "a melhor coisa que você não pode recomendar para alguém que só assiste anime". Essa frase diz muito. Era uma obra que vivia exclusivamente na memória de quem segurou o volume na mão, e circulava por indicação quase boca a boca, cada fã recrutando o próximo para a corrida. A Viz Media só licenciou o mangá em inglês com o primeiro volume lançado em maio de 2025. No Brasil, a Panini começou a publicação em março de 2025. Ou seja: até pouquíssimo tempo atrás, ler Steel Ball Run em um idioma que não fosse japonês dependia de fansubs e de confiar cegamente em quem te recomendou.

É por isso que o anúncio do anime, em abril de 2025, teve o peso que teve. Não era só mais uma adaptação. Era a obra que o fandom esperava há mais de uma década finalmente chegando à forma que a maioria das pessoas conseguem consumir. Agora todo mundo tem que dar uma resposta sobre se o hype era real.

Era.

⚠️ Nota do Autor: A demora para o lançamento do mangá em português e inglês é uma das maiores falhas editoriais do mercado de quadrinhos dos últimos anos. Uma obra dessa magnitude ficou inacessível legalmente para a maioria dos leitores ocidentais por mais de uma década. Que o digam os fãs que esperaram.

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Johnny e Gyro: a dupla que redefiniu o que JoJo pode ser

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Johnny Joestar, o JoJo que não queria ser herói

Johnny Joestar, nascido Jonathan Joestar, é um ex-jóquei de Kentucky paralisado da cintura para baixo. Diferente de praticamente todo protagonista de shōnen, ele não tem nenhum traço heroico inicial. É egocêntrico, ressentido e se agarra à corrida como última saída, não por nobre propósito, mas porque quer as pernas de volta.

Onde partes anteriores de JoJo frequentemente começam com um protagonista que já tem um centro moral estabelecido, o centro moral de Johnny é algo que a história constrói na sua frente. Ele cresce através da humilhação, do fracasso, de escolhas egoístas, de amizade genuína, e da percepção lenta de que "conseguir o que quero" e "me tornar algo que vale a pena" não são a mesma coisa.

Seu Stand, o Tusk, evolui por diferentes formas chamadas ACTs, com capacidades distintas, de forma similar ao Echoes de Koichi Hirose na Parte 4. É uma progressão de poder que acompanha literalmente o crescimento do personagem. Raramente a mecânica de Stand reflete tão bem a jornada interna de quem a usa.

Gyro Zeppeli, o personagem que o fandom nunca se recuperou de perder

Gyro Zeppeli, nascido Julius Caesar Zeppeli, é um carrasco e magistrado napolitano do Reino de Nápoles. Entra na corrida por um motivo que nenhum outro personagem de JoJo teria: ele quer obter a anistia de Marco, um menino condenado injustamente à execução, e Gyro, como carrasco, seria o responsável por realizá-la.

É um personagem com camadas desde o primeiro capítulo. Arrogante, engraçado, misterioso, e gradualmente devastador. Araki criou Gyro baseado em Charles-Henri Sanson, o carrasco real da França durante o reinado de Luís XVI, que acabou executando o próprio rei. O destino como carrasco por herança familiar, a profissão paralela de médico e as dúvidas sobre a pena de morte influenciaram profundamente o personagem.

Araki pessoalmente gostava do relacionamento Jonathan-Zeppeli de Phantom Blood e quis recontar essa história como um bildungsroman mais longo. O resultado é a melhor amizade que a franquia já produziu, e uma das mais dolorosas.

O Spin: física, filosofia e rotação infinita

A técnica central da história não é um Stand. O Spin é um estado de rotação quase perfeita derivado das artes de carrasco da família Zeppeli e dos conhecimentos médicos do Reino de Nápoles. Diferente do Ripple das partes anteriores, o Spin utiliza o Retângulo de Ouro, uma proporção matemática encontrada na natureza, para criar uma força centrífuga capaz de superar defesas físicas.

Para quem vai conhecer o Spin no anime, é uma força de rotação que interfere com o "Retângulo de Ouro", um fenômeno natural de rotação infinita encontrado em conchas, galáxias e padrões de crescimento biológico. Pode curar feridas, redirecionar projéteis e, quando usado no seu pico absoluto, ressoa com a própria rotação da Terra.

Na prática narrativa, o Spin funciona como filosofia de vida. A metáfora emocional é sobre como se mover pelo mundo, como manter o controle quando tudo treme, como mirar em uma forma ideal mesmo sendo imperfeito.

O anime de 2026: o que já sabemos

Os co-diretores de Golden Wind, Yasuhiro Kimura e Hideya Takahashi, estão dirigindo o anime na David Production. Toshiyuki Kato, diretor de Stone Ocean, atua como diretor de série. Yasuko Kobayashi retorna para supervisionar os scripts, e Daisuke Tsumagari cuida do design de personagens. Yūgo Kanno está novamente compondo a trilha sonora.

Shōgo Sakata dá voz a Johnny Joestar e Yōhei Azakami interpreta Gyro Zeppeli. Kaito Ishikawa vive Diego Brando, Rie Takahashi dá vida à Lucy Steel e Kenta Miyake interpreta Steven Steel.

O primeiro episódio (chamado de "1ª Etapa") chegou com 47 minutos de duração, disponível na Netflix com dublagem e legendas em português. Quanto ao cronograma do restante, a situação ainda está indefinida. O co-diretor Yasuhiro Kimura, quando perguntado sobre quando mais episódios serão lançados, disse que não sabe: "Leva muito tempo para fazer apenas um episódio, mas a produção está indo bem e estou ansioso para ver o episódio finalizado tanto quanto você."

A expectativa é que a série tenha entre 38 e 40 episódios para adaptar fielmente os 95 capítulos do mangá. O modelo de distribuição, contudo, permanece incerto. A Netflix vai lançar em blocos como fez com Stone Ocean, ou vai adotar lançamento semanal? Os detalhes devem ser revelados durante o AnimeJapan 2026, nos dias 28 e 29 de março.

A nota no IMDb logo após a estreia foi de 9.9 com base em milhares de avaliações. No MyAnimeList, a produção conquistou uma taxa de aprovação de 9.3 do público geral. Parece que a espera valeu.

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Curiosidades vão fazer você parecer inteligente nas rodas de conversa

Steel Ball Run não nasceu como JoJo. Os primeiros 23 capítulos foram serializados na Weekly Shōnen Jump em 2004 sem qualquer conexão com o título JoJo's Bizarre Adventure, aparentemente como uma série nova. Quando a obra migrou para a Ultra Jump em 2005, foi anunciada oficialmente como a sétima parte da franquia. Araki afirmou depois que sempre escreveu como Parte 7, a redação editorial queria um título "novo" para atrair leitores.

O nome da corrida referencia um filme de 1981. O nome e o conceito de Steel Ball Run podem ser uma referência ao filme The Cannonball Run, de 1981, ou à corrida da vida real que inspirou o filme. Araki sempre foi cinéfilo, os títulos de Stand também carregam essa assinatura.

Gyro tem dentes customizados. O personagem tem gravado nos dentes a frase "GO! GO! ZEPPELI", Araki se baseou em Charles-Henri Sanson, o real carrasco da corte francesa que executou o rei Luís XVI. Um personagem inspirado no homem que guilhotinou a realeza europeia, e o detalhe mais marcante é a frase esculpida nos dentes.

Os nomes de Funny Valentine carregam três referências musicais. Valentine foi nomeado em homenagem à canção "My Funny Valentine" de Richard Rodgers. Seu Stand, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, é um álbum do AC/DC. E o D4C Love Train é uma música dos The O'Jays.

A série influenciou diretamente a Parte 8. No final da história, Johnny conhece no barco o vice-campeão japonês Norisuke Higashikata. Ele mais tarde se casa com a filha de Norisuke, Rin, levando diretamente aos eventos da Parte 8, JoJolion. A corrida tem consequências que atravessam continentes e gerações.

O primeiro lugar da corrida foi um cara que dormiu no começo. O primeiro lugar é atribuído ao despreocupado Pocoloco, que dormiu durante o início da corrida e só foi alcançando a liderança por pura sorte. Um comentário sobre destino e mérito que se encaixa perfeitamente com os temas da história.

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O que torna Steel Ball Run diferente de tudo que veio antes?

Araki descreveu o tema do mangá como "busca por satisfação". Assim como em outras partes de JoJo, ele também usou "uma afirmação de que a humanidade é maravilhosa" como tema central, a capacidade humana de crescer e superar adversidades pela própria força e espírito, sem depender de máquinas ou deuses.

Parece simples. Não é.

As partes anteriores de JoJo são sobre protagonistas que já chegam prontos, Jotaro é frio e controlado, Giorno já tem sua ambição traçada, Jolyne tem clareza moral. Johnny não tem nada disso. A própria epígrafe do mangá diz: "Esta é a história de como comecei a caminhar... Não no sentido físico... mas sim no de amadurecimento." É a única parte da franquia que se assume como história de crescimento antes de ser história de batalha.

Esse deslocamento de prioridades muda tudo. As batalhas de Stand em SBR têm peso diferente porque perdemos algo cada vez que uma termina, território, aliado, ilusão. Ninguém é totalmente herói ou vilão. Os personagens tomam decisões difíceis, cometem erros e carregam consequências. A corrida fisicamente avança para a direita no mapa. Emocionalmente, avança para um lugar muito mais difícil de nomear.

A Anime News Network apontou Steel Ball Run como uma abordagem interessante do gênero de mangá de batalha, destacando o retrato positivo de um herói com deficiência. A publicação Kono Manga ga Sugoi! elogiou o retrato das paisagens que Johnny e Gyro atravessam, descrevendo-as como "belas", e notou que a mudança para a Ultra Jump permitiu a Araki escrever histórias mais longas e retratar coisas que teriam sido difíceis numa revista shōnen.

Essa última parte importa. Steel Ball Run não teria sido Steel Ball Run na Weekly Shōnen Jump. O espaço mensal deixou Araki respirar entre capítulos, e o leitor sente isso na cadência, há silêncios aqui que mangás semanais simplesmente não conseguem sustentar.

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Uma corrida que não termina quando acaba

Steel Ball Run termina. Mas não da forma que você espera de JoJo.

A batalha final contra Valentine é marcada por diálogos intensos. Valentine oferece barganhas a Johnny, prometendo devolver Gyro ou poupá-lo em outras dimensões. Johnny recusa, escolhendo enfrentar seu destino. No fim, Valentine é aprisionado pela rotação infinita. É uma vitória, mas o que Johnny carrega ao sair dela não parece vitória nenhuma.

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Esse é o ponto que separa Steel Ball Run das partes anteriores. Não é a história de um herói que vence. É a história de alguém que chega ao outro lado da América sendo uma pessoa diferente de quem partiu, e precisa descobrir o que fazer com isso. A lição número cinco de Gyro, entregue nos últimos momentos antes do fim, ecoa como a frase mais arakiana de toda a franquia: "O caminho mais curto foi um desvio. Era um desvio que era nosso caminho mais curto."

Quem leu o mangá sabe o peso dessa frase. Quem vai ver o anime vai entender em breve.

Perguntas frequentes

Preciso ter assistido as outras partes de JoJo antes de ver Steel Ball Run?

Não. Steel Ball Run funciona como um reboot completo da franquia, estabelecendo uma linha do tempo alternativa que ignora os eventos de Stone Ocean. Você vai entrar sem bagagem e vai sair entendendo por que o fandom não para de falar nessa obra. Dito isso, quem conhece as partes anteriores vai capturar referências e ecos intencionais que enriquecem a leitura, mas são bônus, não requisitos.

Quantos episódios tem o anime de Steel Ball Run em 2026?

Até o momento, apenas o primeiro episódio foi lançado, a chamada "1ª Etapa", com 47 minutos de duração. O número total de episódios não foi confirmado pela Netflix, mas a expectativa é de algo entre 38 e 40 episódios para adaptar os 95 capítulos do mangá. O cronograma de lançamentos deve ser esclarecido no AnimeJapan 2026, nos dias 28 e 29 de março.

O que é o Spin e como ele é diferente dos Stands?

O Spin é uma técnica de rotação quase perfeita derivada das artes da família Zeppeli, que utiliza o Retângulo de Ouro, uma proporção matemática encontrada na natureza, para criar força centrífuga capaz de superar defesas físicas. No início da história, Stands são secundários: Gyro usa as bolas de aço com o Spin como arma principal. Conforme a narrativa avança, Stands e Spin se entrelaçam de formas que fogem ao padrão de qualquer parte anterior, inclusive permitindo que o Spin, em seu pico máximo, atravesse dimensões.

Quem é Funny Valentine e por que é considerado um dos melhores vilões de JoJo?

Funny Valentine é o 23º Presidente dos Estados Unidos e a mente por trás da corrida. Diferente dos antagonistas anteriores da franquia, Valentine não é um vilão por maldade ou por desejo de poder puro. Sua motivação é patriotismo, ele quer usar o Santo Cadáver para concentrar toda a desgraça do mundo nos outros países e proteger os Estados Unidos. É um extremista bem-intencionado com lógica coerente e aparência presidencial. Araki afirmou que o criou notando que bem e mal nem sempre são distinguíveis, e que o alinhamento dos objetivos de Valentine com líderes do mundo real era parte do projeto. É impossível não entender Valentine, o que o torna muito mais perturbador do que um vilão facilmente odiável.

Steel Ball Run tem conexão com JoJolion (Parte 8)?

Sim, diretamente. Ao final, Johnny conhece no barco o cavaleiro japonês Norisuke Higashikata, se casando depois com a filha dele, evento que leva diretamente à Parte 8. A continuidade da "nova universo" de Araki começa aqui, e Steel Ball Run estabelece as bases temáticas, familiares e geográficas do que vem depois.

Diego Brando é o mesmo que Dio Brando das partes anteriores?

Não são o mesmo personagem, são versões paralelas do mesmo "molde". Diego Brando é o Dio desse universo alternativo: mesmo nome de base, personalidade parecida, mas história completamente diferente. Ele compete na corrida como antagonista secundário e tem um dos Stands mais criativos da Parte 7, o Scary Monsters, que permite transformar seres em dinossauros. A dinâmica entre Johnny e Diego recria temas da relação Jonathan-Dio, mas com liberdade narrativa total por ser uma linha do tempo separada.

Por que Steel Ball Run foi publicado primeiro sem o título de JoJo?

A redação editorial da Weekly Shōnen Jump pediu que a série fosse lançada sem o nome JoJo's Bizarre Adventure como estratégia para atrair novos leitores com uma "nova série". Quando a obra migrou para a Ultra Jump em 2005, o título original foi restaurado. Araki sempre afirmou que escreveu como Parte 7 desde o início, foi uma decisão editorial, não criativa.

Onde posso ler o mangá de Steel Ball Run em português?

A Panini Brasil começou a publicar Steel Ball Run no Brasil em março de 2025. A versão digital oficial em inglês está disponível no Viz Media e no Shōnen Jump digital. Para quem prefere mangá físico, vale acompanhar o ritmo de lançamento da Panini.

Vale a pena assistir Steel Ball Run sem ter lido o mangá?

Depende do que você chama de "valer a pena". O anime ainda está no início, então a adaptação fiel ou não do mangá está por ser confirmada nos próximos episódios. O que se pode dizer com base no primeiro episódio: a David Production tratou a estreia com cuidado cirúrgico. Para quem nunca tocou no mangá, a experiência vai ser completa. Para quem leu, vai ser uma dupla jornada, revisitar o que você sabe e descobrir o que a animação acrescenta. Os dois caminhos têm mérito.

O anime vai adaptar os 95 capítulos completos ou vai ser dividido em temporadas?

Não há confirmação oficial do modelo de divisão. A expectativa é que sejam entre 38 e 40 episódios no total. Animeland A Netflix usou o modelo de blocos com Stone Ocean (três partes lançadas separadamente). Se vai repetir o padrão aqui, ou adotar lançamento semanal, ainda depende de anúncio oficial, provavelmente no AnimeJapan 2026.

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