The Rising of the Shield Hero: Uma Jornada Isekai Épica e Emocionante!
Review completa de The Rising of the Shield Hero: descubra por que este anime isekai conquistou corações, apesar de alguns pontos polêmicos.

Vocês também são fãs de anime e isekai?
Hoje vamos mergulhar em um dos títulos mais comentados e impactantes dos últimos anos: The Rising of the Shield Hero (Tate no Yuusha no Nariagari). Eu confesso que me apaixonei por essa obra e, apesar de alguns perrengues, a experiência foi incrível. Preparem-se, porque a jornada do Herói do Escudo é daquelas que te prendem do início ao fim!
Uma História Que Começou na Web e Conquistou o Mundo!
Antes de virar a febre que conhecemos, The Rising of the Shield Hero nasceu como uma web novel no Japão. Sua popularidade foi tanta que logo virou uma série de light novels e, em 2019, ganhou sua adaptação para anime pelo estúdio Kinema Citrus. Essa trajetória é clássica para muitos sucessos do gênero, mas a forma como Shield Hero se destacou é algo à parte.
Com uma trilha sonora impecável de Kevin Penkin, o anime rapidamente ganhou o coração de muita gente ao redor do mundo. A abordagem dele para o gênero isekai é diferente, focando em temas super importantes como preconceito, confiança e a busca por redenção. E é justamente essa profundidade que o torna tão especial.
Por Que Eu Gosto Tanto de Shield Hero?
Eu gostei bastante do anime no geral. É uma montanha-russa de emoções, e a forma como a trama se desenrola é simplesmente cativante. Vamos aos pontos que, na minha visão, fazem o anime brilhar:
Batalhas Épicas e Habilidades de RPG que Amamos!
As cenas de lutas são bem feitas, com uma coreografia que te deixa grudado na tela. Aquele sentimento de que a cada batalha, o Naofumi e sua equipe evoluem, é palpável. E o melhor de tudo? As magias e habilidades lembram muito RPGs e MMO dos anos 2000!
Eu, que cresci jogando essas coisas, me senti em casa vendo o Naofumi usando suas habilidades de escudo de formas criativas, explorando as fraquezas dos inimigos e se adaptando. É a prova de que um bom sistema de combate pode elevar a experiência a outro nível.
Uma Trama Envolvente e Bem Construída
A história é bem construída, com poucos furos de roteiro. Isso é um alívio em um gênero que, às vezes, peca por inconsistências. A narrativa te puxa para dentro de um mundo complexo, cheio de intrigas e reviravoltas. Você realmente se importa com o que acontece com os personagens e quer ver o Naofumi superar cada desafio.
Torcendo pelos Oprimidos!
O grande trunfo de The Rising of the Shield Hero, para mim, é que é um anime em que, no final, você torce pelos mais fracos e oprimidos. A jornada do Naofumi, que começa como um herói injustiçado e difamado, é um soco no estômago. Ele é traído, humilhado e precisa reconstruir sua reputação do zero, conquistando a confiança de quem realmente importa.
Isso nos leva a entender a trama política e ideológica que a série nos leva a refletir. É um espelho de como a sociedade muitas vezes julga sem conhecer, e como é fácil manipular a opinião pública. Ver o Naofumi e seus aliados lutarem contra um sistema corrupto e preconceituoso é inspirador e emocionante.

Os Espinhos na Jornada do Herói do Escudo
Por mais que eu ame Shield Hero, preciso ser sincero. Algumas coisas me incomodaram bastante e, na minha visão, são pontos que a série poderia ter trabalhado melhor.
Os Outros Heróis: De Herois a Ninguém?
Um dos pontos que me deixou mais frustrado foi a regressão dos outros três heróis (Espada, Lança e Arco). Os 3 heróis, com a exceção do herói do escudo, ficam patéticos depois da 2ª temporada, 'receberam debuff'. É quase inacreditável como personagens que deveriam ser poderosos e inteligentes se tornam tão ingênuos e irritantes. Eles parecem perder toda a capacidade de raciocínio lógico e viram um peso para a trama, o que é uma pena, pois poderiam ter evoluído de forma muito mais interessante.

Malty: A essência do capeta em forma de personagem
Malty, a primeira princesa de Melromarch, desperta antipatia quase imediata. Desde sua primeira aparição, fica claro que há algo errado — e não demora para o espectador perceber que Naofumi será o alvo. Até aí, tudo bem. O problema é que esse ódio não nasce de uma vilã bem construída, mas de pura conveniência de roteiro.
Seu único “superpoder” é manipular homens por meio de charme e mentiras descaradas. Não há inteligência estratégica, profundidade psicológica ou conflitos internos que sustentem suas ações. Ainda assim, suas acusações absurdas são aceitas sem questionamento, e ela passa duas temporadas inteiras destruindo a vida do Herói do Escudo com uma facilidade pouco crível.
No fim, Malty não funciona como uma grande antagonista, mas como um atalho narrativo: a personificação do mal conveniente, criada para gerar revolta constante no público. O resultado é uma personagem que cansa — não por ser cruel demais, mas por ser rasa demais para o impacto que exerce na história.

As Sombras do Desconforto
Dois pontos me deixaram particularmente desconfortável ao longo da série:
As insinuações de pedofilia ao longo da série me deixaram desconfortável. Essa é uma questão delicada e, em alguns momentos, a forma como certas interações são apresentadas pode gerar interpretações problemáticas. É algo que a série poderia ter abordado com mais cuidado e clareza para evitar qualquer tipo de ambiguidade.
A relação do Naofumi com a Raphtalia é meio assustadora, se levar em conta que ele conhece ela criança e, poucos meses depois, ela está com corpo e jeito de mulher, mas a cabeça é bem infantil ainda. Essa dinâmica é um dos maiores dilemas da série. A Raphtalia amadurece fisicamente de forma acelerada devido à sua raça, mas emocionalmente ela ainda é muito jovem. Isso cria uma tensão estranha na relação deles, que, embora seja de companheirismo e lealdade, flerta com uma linha tênue que pode ser perturbadora para alguns espectadores. É um aspecto que me fez questionar a profundidade dessa ligação e como ela se desenvolveria.
Dublagem: Para os fãs de animes que gostam de dublagem, com certeza é um ponto fraco. Alguns dubladores brasileiros mudaram ao longo das temporadas, o que "descaracterizou" alguns personagens. O que eu mais senti foi a mudança do Elhart, o ferreiro que estende a mão ao Naofumi quando todo o reino de Melromarch está virando as costas.

Conclusão: Vale a Pena Assistir The Rising of the Shield Hero?
Mesmo com os pontos negativos que mencionei, a minha opinião sobre The Rising of the Shield Hero continua sendo muito positiva. Os pontos fortes do anime superam os fracos, e a jornada do Naofumi é uma das mais envolventes que já vi no gênero isekai.
Se você busca um anime com batalhas emocionantes, uma trama bem escrita e personagens que te farão torcer pelos oprimidos, The Rising of the Shield Hero é uma escolha fantástica. Ele te fará refletir sobre justiça, preconceito e o verdadeiro significado de ser um herói. E, mesmo com as ressalvas, eu recomendo fortemente que você dê uma chance a essa aventura épica!
Prepare-se para se emocionar, passar raiva e, acima de tudo, torcer muito pelo Herói do Escudo! Essa história é um lembrete de que nem todo herói usa capa, e que a verdadeira força vem da resiliência e da capacidade de se levantar mesmo após as maiores quedas.
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